A Noite dos Investigadores
02 - Setembro - 2008

- Foto de Neelofer Qadir, publicada com uma licença Creative Commons

O regresso à actividade normal do Laboratório Aberto no geral e do seu blog em particular não poderia trazer melhor notícia: dia 26 de Setembro celebrar-se-á a Noite dos Investigadores! A iniciativa é do Programa Marie Curie no âmbito do Sétimo Programa-Quadro da Comissão Europeia (FP7-People) e tem como objectivo aproximar os cientistas dos cidadãos. A iniciativa decorrerá, em simultâneo, em várias cidades europeias. Eis o convite que é lançado:
” Visitem a grande festa de Ciência, a partir das 14H, no Centro Cultural de Belém (Lisboa), na Marginal de Matosinhos (Porto) e no Centro de Astrofísica da Universidade do Porto. Se sempre quis conhecer cientistas de perto e saber o que é fazer ciência em Portugal, não perca esta oportunidade.”
Não deixem de aparecer numa noite recheada de actividades, muita ciência e de pessoas que nela trabalham!
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Caçadores de Buracos Negros
14 - Julho - 2008

A colisão entre dois buracos negros deixa uma assinatura que podemos "ouvir"
A Universidade de Cardiff desenvolveu um jogo interessante e que está aberto a todos: caçar buracos negros.
O princípio teórico é simples: quando dois buracos negros colidem, emitem ondas gravitacionais que têm uma forma característica. Escutando atentamente, podemos “ouvir” essas ondas e detectar estes corpos estelares. Na prática é mais complicado: o ruído de fundo tem uma grande presença e torna muito difícil escutar estas ondas. No jogo, somos convidados a encontrar estas ondas escutando ficheiros de som simulados. A tarefa vai ficando cada vez mais difícil, à medida que a intensidade de ruído é muito superior à intensidade das ondas gravitacionais.
O jogo tem vários níveis de dificuldade, mas o mais interessante aguarda-nos quando acabamos de jogar e somos convidados a contribuir para a procura de buracos negros escutando ficheiros reais de dados obtidos por várias instituições. Quem sabe não encontras um buraco negro e ficas, para sempre, ligado à sua descoberta!
A iniciativa de colocar a comunidade na internet à procura destes monstros do cosmos é muito interessante, mas não é inédita. Aqui há alguns anos foi lançado um projecto chamado SETI@Home, promovido pela SETI (Search for Extra-Terrestrial Intelligence – Busca por Inteligência Extra-Terrestre), que tem como objectivo colocar um enorme número de computadores à procura de padrões nos sinais detectados em radiotelescópios, padrões que indiciassem uma origem inteligente.
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Um Telescópio Em Nossa Casa
19 - Maio - 2008
Vamos observar Alpha Centauri? Ou talvez Sirius?

Imagem publicada pela NASA como Domínio Público
Hoje em dia é muito mais fácil observar os locais mais remotos do Universo, sem que para isso precisemos de adquirir um dispendioso telescópio. Há cada vez mais programas de software que nos permitem observar, com muito detalhe, os pedacinhos que quisermos do nosso céu. Neste artigo vamos dar-vos a conhecer quatro das mais interessantes soluções para observar o Universo com o nosso computador.
:: Google Earth/Sky View
A Google já tinha lançado o Google Earth, um programa que nos permite observar o nosso planeta como se estivéssemos num satélite, quando decidiu melhorá-lo introduzindo a opção Sky View. Esta opção permite-nos observar o céu como se possuíssemos um telescópio. As imagens vizualisadas são da NASA e, escusado será dizer, têm excelente qualidade; podemos até aplicar filtros de infravermelho e microondas! Com esta ferramenta é-nos possível observar, com grande detalhe, galáxias, nebulosas e todos os planetas do nossos Sistema Solar. Este programa tem duas grandes vantagens: a primeira é a simplicidade de utilização; a segunda é o facto de podermos utilizá-lo de dois modos: instalando o software no nosso computador ou simplesmente visitando o site na Internet. Recomenda-se vivamente a primeira opção, mas a segunda opção é muito boa quando estamos num computador onde não podemos instalar programas.
:: WorldWide Telescope
O WorldWide Telescope é o mais recente programa do género e é desenvolvido pela Microsoft. É semelhante ao Google Earth/Sky View – podemos observar o céu como com um telescópio -, mas tem muitas opções avançadas. Em primeiro lugar o WorldWide Telescope utiliza imagens de vários telescópios em vários pontos do mundo e permite-nos escolher qual o telescópio que vamos utilizar. Podemos até, recorrendo a ferramentas adicionais, observar o céu em tempo real, através de ligações directas a telescópios escolhidos para o efeito. Uma das opções mais interessantes deste programa é a de nos levar por visitas guiadas com narração. A maior parte das visitas são em Inglês, mas o programa permite-nos criar e narrar as nossas próprias visitas, que ficam depois disponíveis a todos os que as quiserem utilizar. Tal como o Google Earth, este programa vive muito de uma actividade comunitária, em que as pessoas trabalham em conjunto para criarem excelentes bibliotecas de imagens, visitas guiadas, informação detalhada de objectos celestes, etc. É um programa fascinante, muito completo e actualizado a um ritmo constante, mas só está disponível para Windows. Nos dias que correm, em que cada vez mais pessoas utilizam sistemas operativos diferentes, esta é uma grande lacuna. Todos os outros programas desta lista estão disponíveis para todos os sistemas operativos (Windows, MacOS e Linux).
:: Celestia
Celestia é um software de código-aberto que permite observar e modelar em 3D muitos pontos do nosso Universo. Ao contrário dos anteriores, o Celestia não depende de fotografias bidimensionais tiradas por outros telescópios, mas sim de simulação tridimensional, o que nos permite viajar para outros pontos do Universo e observar tudo a partir daí. Por exemplo, podemos viajar para outra estrela e tentar, a partir dessa estrela, observar o nosso próprio sistema solar. Podemos também programar viagens virtuais pelo nosso sistema solar. Imaginam-se dentro de uma nave espacial a viajar até Júpiter? Pois com o Celestia podem fazê-lo e até gravar a vossa viagem e divulgar o vídeo pelos vossos colegas. É um programa fascinante, mas exige um bom computador para se tirar todo o partido das suas funcionalidades.
:: Stellarium
Stellarium é outro planetário virtual, tal como o Google Earth/Sky View e o WorldWide Telescope. No entanto, esta é mais uma ferramenta de estudo que de entretenimento; visualmente menos apelativa, mas cientificamente mais correcta e precisa. É um programa para quem quer estudar o Universo (as órbitas dos planetas, o brilho das estrelas, etc) e menos para quem quer, apenas, maravilhar-se com imagens de objectos celestes. Tal como o Celestia, o Stellarium não utiliza imagens reais de telescópios. Recorre a um motor 3D para desenhar os objectos observados; mas ao contrário do Celestia, no Stellarium não podemos abandonar a Terra. Uma das grandes funcionalidades deste programa é a possibilidade de o ligar a um projector especial para recriar um planetário em qualquer lugar, ideal para escolas que não podem comprar os sistemas caríssimos que habitualmente são utilizados nestas situações.
:: Qual se recomenda?
Todos!
Para já, podem visitar imediatamente o Google Sky, uma vez que não exige que se instale nada. Depois, com mais paciência, instalem os quatro programas. O Google Earth/Sky View e o WorldWide Telescope são muito semelhantes e oferecem-vos imagens lindíssimas do cosmos; o Celestia permite-vos viajar pelo Universo como numa nave espacial; o Stellarium permite-vos estudar o movimento e evolução de vários corpos celestes. O melhor mesmo é instalar e explorar os quatro. São ferramentas formidáveis, tanto em casa como na sala de aula.
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Lagartagis na Internet
09 - Maio - 2008
Borboletas em directo!
Imagem retirada do site da Lagartagis
Existe, na internet, um espaço dedicado ao ciclo de vida das borboletas: o Lagartagis. O que é o Lagartaguis? Pelas palavras dos próprios:
“O Lagartagis é a primeira estufa de criação de borboletas comuns da fauna da Península Ibérica aberta ao público no Jardim Botânico do Museu Nacional de História Natural.
É um jardim com plantas mediterrânicas e habitado por várias espécies de borboletas, que podem ser observadas nas diversas fases do seu ciclo de vida: ovo, lagarta, crisálida e adulto.”
O que não dizem nesta apresentação é que podemos, com uma ligação à internet, observar tudo isto no próprio site da Lagartagis, através de fotos, vídeos e até observar uma das estufas em directo através de webcam!
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